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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nuvens

Olá a todas aquelas que ainda vão passando por aqui, a espreitar alguma notícia. As que tenho não são boas. A minha mãe faleceu de cancro este mês. Foi uma lutadora e bem disposta até ao fim. Um exemplo a seguir, eu sei. Mas neste momento o meu desnorte é grande e a dor e a saudade parece que me engasgam a garganta... Quanto a filhos, estamos na mesma desde o último post. Nada de tratamentos e nada de concenso quanto à adopção...

sábado, 25 de setembro de 2010

Do que estamos à espera?


Cá estou eu de volta.
Sem muito para dizer, é bem verdade!
A tentativa para ser mãe já tem longos dias, meses e anos...A minha atitude face à nossa infertilidade tomou outros contornos. Se até ao 3º tratamento acreditei sempre que, com o sem tratamento, milagrosamente iria conseguir engravidar, agora as coisas mudaram.
Não acredito que não saia a "sorte grande" assim.
Mais tratamentos sinto que não deverei fazer, por questões de saúde várias. E o maridão ainda é mais acérrimo nesta decisão.
Engravidar naturalmente é uma utopia que 4 anos depois se desvaneceu totalmente.
Não desisti de ser mãe! Claro que não! Mas só a adopção paira na minha cabeça neste momento! Apetece-me dar início ao processo. Mas o maridão acha que devemos amadurecer melhor a ideia, que devemos descansar um pouco, antes de nos lançarmos noutra caminhada longa e difícil.
Prometi não falar mais no assunto até ao final deste ano. Mas volta e meia, lá me foge a língua para esse assunto. Ai, ai, vida difícil esta!!
Quero deixar aqui um beijinho muito especial para a Susana Pina, desejando que o dia 01 de Outubro seja o começo de uma etapa curta para o vosso filhote!!

sábado, 17 de julho de 2010

Ninguem pára o calendário


Olá meninas,
Desculpem a ausência: mais de um mês sem dar notícias.
A mim parece-me que passou mais tempo ainda. Não parece que foi há 5 semanas que terminámos o tratamento com um negativo. Parece que foi há 5 meses. A sério que parece. Mudei de emprego. A agitação diária é constante. O desafio das novas funções é enorme.
Para além disso, a minha mãe vai retomar os tratamentos de há uns meses atrás. Portanto a minha cabeça, os meus pensamentos, estão (quase) 100% dedicados a estes duas situações.
Claro que o desejo de ser mãe não desvaneceu.
E o tempo voa.
E a idade aumenta.
Se quero voltar aos tratamentos? Não sei. Neste momento não. Não quero ter rotinas de médicos. Sinceramente, estou fartinha de médicos!
A ideia de criar um filho do coração voltou às nossas conversas de casal. É um tema que já tem alguma maturidade, mas não o suficiente para darmos o passo em frente.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sei o que quero alcançar...não sei é qual é o melhor caminho



Esta semana foi muito estranha...Demasiado estranha para o meu gosto.

Enquanto na sessão de "agulhas" o meu mais que tudo relaxava...a mim o médico optou por uma nova abordagem. Sem agulhas. Nem sei como explicar a sessão. Foi mais tipo uma sessão de psicologia (se bem que nunca fui a nenhuma).

Segundo o médico, o meu subconsciente está "minado" por uma série de "crenças" que não permitem eu viver a vida com a alegria e optimismo. E que isso prejudica o meu estado psicologico e fisico - não me deixando engravidar.

Enfim. Não me considero uma pessoa céptica. Acredito que há milhares de formas de abordar o complexo ser humano. Mas esta foi muito emocional e ainda não percebi se me fez bem, se fez mal ou não fez nada...Sei é que não gosto muito de me expor demasiado e ali senti-me completamente exposta, frágil e sem controlo...Não sei como será daqui a 15 dias...se é que tenho coragem para lá voltar...vamos ver...

Para complicar as coisas...ontem foi a minha consulta pós-negativo. Foi uma conversa relativamente curta onde a médica disse que a solução é avançarmos para uma nova ICSI, talvez com um protocolo longo, para tentarmos alcançar um pouco mais de folículos...Nada de mais exames. Para ela esta é a solução (claro que não garante mais de 50% de sucesso).

Eu tentei puxar o assunto para os exames aos cariotipos e trombofilias...Mas ela não se mostrou receptiva...Explicou-me que eu tive uma gravidez bioquimica. Portanto os embriões implantaram-se, mas por alguma razão não prosseguiram...

O maridão ficou com vontade de tentar uma nova ICSI em Janeiro. Eu não sei o que fazer...Não sei se a IVI nos abriria novas portas, ou se pelo contrário ainda iria complicar mais o nosso processo...

A vontade de voltar a encher o meu corpo de hormonas não é muita...Mas a vontade de ser mãe é grande...

Depois penso, será que há algum sinal divino que devo parar? Será que a natureza que está a tentar dizer alguma coisa e eu não quero escutar? Será que a nossa felicidade está na adopção e que andamos a perder tempo e martirizar-nos sem razão?

Preciso de luz...de uma saída

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O amor é um lugar estranho


Já há alguns dias que não vinha ao meu blogue...
Já há alguns dias que passava pelo fórum da APF a correr...e sem deixar comentários...
Passei por um período bastante estranho. Sentia-me completamente deprimida. Sem vontade para nada...Sentia que o maridão andava afastado...Mas na verdade era eu que estava a contribuir para esse afastamento...
Por vezes, sem notarmos, somos nós que minamos o amor. Que lhes pomos entraves. Um mal-entendido a matutar na minha cabeça...outro na dele...E o coração a ficar cada vez mais triste...Foi preciso uma discussão...E depois uma conversa...O amor estava lá, à mesma à nossa espera. Ansioso para que abrissemos os braços e o voltassemos a receber entre nós.
Foi o que fizemos...é o que temos feito...
O beijo que lhe dei hoje voltou a ter o mesmo sabor de quando o beijei há 6 anos atrás.
O Mr. Red voltou a bater à porta. Atrasou-se uns dias...encheu-nos de esperança. E a queda foi grande...enorme...Estava difícil levantar-me...Não me apetecia nada...nem ninguem. Não queria saber de fertilidades, nem de infertilidades...Só queria desaparecer...
Uma vez mais, foi o maridão que ajudou a traçar o nosso rumo: marcar consulta para Dezembro...continuar nas "agulhas" (das quais eu já dizia que ia desistir) e agora a vitamina E 1000...
Entretanto, a adopção voltou a espreitar em cima do nosso ombro...como que a dizer...há um bebé já ai à vossa espera...há uma criança prontinha para vos abraçar...Ainda não conseguimos amadurece-la o suficiente...mas já está a passar dos nossos pensamentos para o nosso coração...
É preciso é haver amor...E nós temos amor...portanto o filho vai chegar...
O amor é um lugar estranho, mas onde eu adoro viver.