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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Parece incrível

"Parece incrível" - acho que esta é a frase que vocês vão dizer ao ler este meu "post". Vou começar pelo fim: posso começar o próximo tratamento brevemente...mas não me sinto preparada...

Já estou a imaginar as vossas caras de espanto.

Vou começar então agora pelo início. A consulta de Psicologia foi desmarcada. A médica adoenceu. A consulta de FIV com a Dr.ª Graça durou 5 minutos, depois de esperarmos mais de 1 hora para sermos atendidos. Disse-nos, em velocidade de cruzeiro, que chegou a nossa vez. Que precisamos de repetir as análises, fazer a consulta de anestesia e se estiver tudo ok, marcar a consulta de acerto...e começar o tratamento.

Ora, nem tempo tive para lhe falar no tratamento que fiz na IVI. Não se discutiu nenhum detalhe do tratamento ou alguma hipotese alternativa...foi tudo a correr. E eu fiquei com o coração nas mãos. Gostaria de ter tido possibilidades de falar calmamente, de ter falado na ectopica...Nos meus receios. Mas isso não aconteceu.

Neste momento estou tentada em fazer as analises já, se conseguir ir à MAC no sábado fazer as analises do 3º dia, mas depois aguardar mais 1 mês para marcar a dita consulta de anestesia e novamente a de psicologia.

Na minha cabeça só paira a ideia: se na IVI o tratamento foi feito com tanta ponderação e correu mais ou menos bem, como irá correr na MAC, a ser tratada a velocidade de cruzeiro?? Tenho medo, a sério que tenho receio que as coisas possam correr ainda um pouco pior do que correram na IVI. Já estou a ver o estradiol a subir aos pícaros, ter poucos e mal jeitosos óvulos - o que já é habitual e nesse cenário, quem acredita que o desfecho possa ser positivo?

Sei que vocês estão desse lado a torcer os dedos por mim. Acham que faço mal em tentar serenar os ânimos e aguardar mais um pouco?

sábado, 15 de agosto de 2009

A minha trompa pregou-me uma partida


Na terça-feira, numa última tentativa de aspirar o útero e já no bloco operatório, sedada e dormir, O Dr. Sérgio conseguiu visualizar - finalmente - uma massa na trompa esquerda (curiosamente o meu ligeiro mau-estar é do lado direito).
Já não havia razão para fazer a aspiração, partimos logo para a injecção de metotrexato.
Nesse dia beta subiu de 94 para 123.

Entretanto, o Dr. Sérgio aconselhou-me a levar a vacina da imunogglobulina anti-Rh, para não ter problemas de rejeição do feto numa futura gravidez, pelo facto de eu ser O- e o marido A+. Depois de algumas "bocas" consegui fazê-la na MAC.

Hoje voltei à IVI para fazer uma ecografia e vi finalmente a dita "massa" na trompa. Parecia-me enorme , mas o Dr. Sérgio disse que é das mais pequenas que já viu na trompa. Mede um centimetro e meio.
Fiz o novo beta, que deu 176, uma nova subida! Depois do coração me cair aos pés, Dr. explicou que o MXT actua entre o 4 e 7 dia. E que ao 4º dia costuma haver uma subida, para então cair drasticamente. Dito isto, o beta que irei fazer na 3ªfeira é que indicará os proximos passos. Se baixar - optimo. Se não baixar temos duas opções: ou nova injecção ou laparoscopia.

Quase um mês depois do tratamento, acabámos por chegar a hipótese mais remota - a ectópica. Posso dizer que tive sorte tratar-se de uma gravidez não evolutiva pois os danos na trompa serão, previsivelmente, menores.

A explicação absoluta para a ectópica não existe. Explicou-me que o útero possui movimentos fortes, tipo contracções, que pode movimentar os embriões. Mas as trompas possuem tb movimento próprio e muitas vezes conseguem movimentar novamente o embriao para o útero. Eu não tive essa sorte e agora faço parte dos 10% de mulheres que desenvolvem uma gravidez ectópica. Para além disso, no futuro, natural ou através de PMA a percentagem de eu voltar a sofrer uma ectópica duplica - ou seja 20%.